O projeto, apoiado pela Organização de Nações Unidas para a Alimenação e Agricultura (FAO) e pelo Ministério da Agricultura e Pescas angolano, prevê a entrega de fundos a um total de 3.366 Escolas de Campo de Agricultores (ECA) compostas por 100.980 agricultores familiares, ao longo de 2020.

A entrega vai ser feita em três fases, sendo que a primeira arranca este mês com a entrega de 185 mil kwanzas a 1.097 novas ECA em três províncias: 471 no Huambo, 355 no Bié e 271 em Malanje.

Esta verba vai reforçar o fundo inicial de poupança de cada ECA para “dinamizar a organização e desenvolvimento das suas ações produtivas – por exemplo, para a aquisição de insumos agrícolas (sementes, adubos, ferramentas) e a sua capacidade organizativa para a comercialização de produtos e gestão financeira”.

O objetivo do Projeto de Desenvolvimento da Agricultura Familiar e Comercialização (MOSAP II) é aumentar a produtividade, a produção e a comercialização da agricultura familiar, através da criação de 4.000 Escolas de Campo, em 70 comunas nas três províncias – Huambo, Bié e Malanje.

O objetivo é alcançar 142 mil agricultores familiares que deverão reforçar as suas capacidades para analisar sistemas de produção, identificar problemas, testar e adaptar possíveis soluções e adotar boas práticas agrícolas e comerciais.

O MOSAP II conta com um orçamento de 7,8 milhões de dólares (7 milhões de euros) e tem a duração de cinco anos.

As Escolas de Campo foram introduzidas em Angola em 2005 pela FAO, em parceria com o Instituto de Desenvolvimento Agrário (IDA) do Ministério da Agricultura e outros parceiros internacionais.

A ECA é constituída por grupos de 30 camponeses de uma aldeia ou bairro, que se reúnem regularmente, a cada 7 ou 15 dias durante todo o ciclo de produção de uma cultura, para experimentar juntos, com a ajuda de um facilitador, novas opções de produção.

“Para permitir à ECA criar capacidade de agronegócio, o grupo organiza-se e inicia um processo de poupança comunitária e recebe reforço financeiro (Fundos ECAs de Reforço) como estímulo económico do trabalho coletivo”, explica a FAO no comunicado.

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