De acordo com a Agência Brasil, que cita o Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais, a empresa deverá compensar os familiares de dois irmãos e de uma mulher grávida que morreram soterrados numa pousada que foi atingida pela lama.

O juiz entendeu que a empresa é responsável pelas mortes e que os danos psicológicos causados aos familiares deveriam ser abarcados pelo valor da indemnização.

Segundo a mesma agência, trata-se da primeira ação individual movida na sequência da tragédia, que deixou pelo menos 248 mortos e mais de 20 desaparecidos no passado dia 25 de janeiro.

Além das perdas humanas, os quase 13 milhões de metros cúbicos de lama que foram lançados com o rompimento atingiram animais selvagens e domésticos, chegando ao rio Paraopeba, que percorre várias cidades do estado e onde havia captação de água para abastecimento daquela região metropolitana.

A barragem que cedeu em Brumadinho pertencia à empresa mineira Vale, maior produtora e exportadora de ferro do mundo, que sofreu críticas e perdas financeiras devido ao desastre.

A empresa já esteve envolvida há três anos numa outra catástrofe semelhante, ocorrida numa das minas da sua subsidiária Samarco no estado de Minas Gerais, na cidade de Mariana, na qual morreram 19 pessoas.

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