“O que se tem constatado é a fraca afluência dos alunos nas escolas até ao momento. Por esse motivo, apelamos aos alunos para se dirigirem às suas escolas e instamos os pais e encarregados de educação a orientarem os seus educandos nesse sentido, o mais rapidamente possível, sob risco de fraco desempenho e aproveitamento escolar”, refere o Ministério da Educação, em comunicado.

O ministério salienta também que “serão adotadas as medidas administrativas necessárias, segundo as normas em vigor, para colmatar as eventuais ausências dos professores nas salas de aula”.

A União Nacional dos Trabalhadores da Guiné-Bissau e a Confederação Geral das Confederações dos Sindicatos Independentes iniciaram na terça-feira uma segunda ronda de greve na função pública, na sequência do que consideraram ser o incumprimento do acordo assinado com o Governo em agosto de 2018.

As duas centrais sindicais exigem, entre vários pontos, a harmonização dos salários dos funcionários públicos, para acabar com as discrepâncias existentes entre funcionários da mesma categoria, o aumento do salário mínimo nacional, a cessação de ingressos na Função Pública.

As duas centrais sindicais estão também preocupadas com o corte nos salários dos professores e com os avultados salários auferidos pelos titulares de cargos públicos.

Em declarações à Lusa, Júlio Mendonça, secretário-geral da União Nacional dos Trabalhadores da Guiné-Bissau, disse que a greve, que termina na quinta-feira, está a ter uma adesão de 80%.

Júlio Mendonça disse também que a função pública vai voltar a paralisar nos dias 21 e 22 deste mês.

“O Governo até agora não apresentou nenhuma alternativa”, disse.

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