Em declarações, ontem, ao Jornal de Angola, a ministra da Cultura reconheceu terem existido alguns percalços, fundamentalmente na logística durante a realização do evento, mas que não colocaram em causa o êxito de todas as atividades, que culminaram com um grande espetáculo musical na noite de ontem, na Baía de Luanda. No geral, disse, o programa da Bienal foi alcançado, por ter sido possível a realização dos Fóruns de Parceiros, Juventude, Ideias e Mulheres, assim como o Festival de Culturas.

Maria da Piedade de Jesus considerou o evento como uma experiência positiva, que deixa um legado importante para os próximos desafios. Desta forma, explicou, a Bienal permitiu um contacto direto com as experiências de outros países na partilha de conhecimentos artísticos e científicos, relacionados com a Cultura da Paz e de Não Violência.
Durante cinco dias, disse, a Bienal foi para muitos artistas e turistas um local de interações e promoção de várias culturas, o que reforçou a ideia de ser possível aproximar os africanos pela cultura de paz.

A Bienal deu a possibilidade de trazer para a realidade angolana novas experiências artísticas e culturais, sendo que os representantes de todos os países tiveram a possibilidade de encontrarem na cultura um movimento de unidade e reconciliação entre povos, de acordo com a ministra da Cultura.

Recordou o facto da Bienal ter possibilitado a realização de várias oficinas criativas, exibição de filmes, peças de teatro, mostra gastronómica, artes plásticas, seminários sobre danças e músicas tradicionais, inseridos no Programa Festival da Cultura, cumprindo o objectivo da organização, que foi o de criar um espaço de intercâmbio entre expressões artísticas e culturais.

Ritual Ashenda em Luanda

Um dos momentos mágicos foi o do grupo de meninas etíopes que fez uma demonstração da celebração cultural e ritual Ashenda, associada ao Norte da Etiópia, especialmente aos Estados Regionais de Tigray e Amhara.

A cerimónia é exclusivamente feminina, pois, é reservada para meninas e mulheres jovens. As vestimentas compridas e os penteados exóticos atraíram os olhares, até dos mais distraídos. O ritual Ashenda é comemorado, anualmente, nos meses de Agosto e Setembro.

As participantes, geralmente, são adornadas em vestidos com bordados elaborados, joias e estilos de cabelo extravagantes. Duram no mínimo três dias e, também, podem se estender por semanas.

Em declarações ao Jornal de Angola, uma das integrantes da delegação etíope, Hana Gebre, disse sentir-se feliz por participar na Bienal, tendo elogiado a sua excelente organização e espera que o exemplo de Angola, possa servir como fator motivador para outras experiências continentais. Visivelmente emocionada pelo facto de poder partilhar experiências com outras realidades socioculturais, explicou, que leva do país boas recordações e espera poder regressar a Angola dentro de dois anos.

Cuba um parceiro tradicional

Cuba também esteve representada na primeira edição da Bienal de Luanda – Fórum Pan-Africano para a Cultura de Paz, que decorreu de quarta-feira até ontem, na capital angolana, onde partilhou o mesmo espaço com a Namíbia, Quénia, Portugal e África do Sul.

De acordo com um dos membros da delegação cubana, José Gutiérrez Rodríguez, a ideia foi apresentar um pavilhão com produtos típicos de Cuba, como o famoso charuto cubano, perfumes e as camisas tradicionais “Goiabeiras”.

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