“Eu não vou deixar de ser artista”, referiu Eldevina Materula, em Maputo, cerca de dois meses depois de assumir o cargo.

A ministra acrescentou que, neste momento, está a cumprir a sua missão no Governo “para dar uma contribuição para o desenvolvimento da cultura e turismo do país”, mas a música continua na sua essência.

“O palco tem sido a minha casa nos últimos anos”, referiu a governante, sublinhando que estar à secretária não lhe é algo estranho, por causa de outros projetos já encetados nos últimos anos.

Eldevina Materula, 37 anos, também conhecida por Kika Materula, tocava oboé na Orquestra da Casa da Música, no Porto, Portugal, até tomar posse em janeiro no governo moçambicano.

No seu país de origem tem dirigido o projeto Xiquitsi, de integração, inserção social através do ensino coletivo de música. 

Agora, a ministra da Cultura e Turismo moçambicana diz que será preciso “ir buscar fundos” para os setores se desenvolverem.

“Nós temos de trabalhar e criar”, apontou Eldevina Materula, destacando as potencialidades do Instituto Nacional das Indústrias Culturais e Criativas e do Instituto Nacional de Turismo.

O novo executivo moçambicano entrou em funções em janeiro.

As eleições gerais realizaram-se em 15 de outubro de 2019, nas quais Filipe Nyusi venceu as presidenciais e o seu partido, Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo), ganhou as legislativas e provinciais.

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