O ministro das Minas e Hidrocarbonetos da Guiné Equatorial, Gabriel Obiang Lima, defendeu esta quarta-feira que “petróleo e gás são bons para África”, na sua participação na Conferência Africa Oil & Power, na Cidade do Cabo, África do Sul.

“Petróleo e gás são bons para África. Vou repetir, petróleo e gás são bons para África”, afirmou o ministro, na abertura da cimeira.

Gabriel Obiang Lima, filho do Presidente da Guiné Equatorial, Teodoro Obiang Nguema acrescentou que “o futuro dos recursos em África será o gás”.

Na abertura do congresso, também o presidente do conselho de administração da Africa Oil & Power (AOP), Guillaume Doane, se dirigiu aos presentes, apresentando a indústria energética como “o motor económico do continente africano”.

“Devemos e podemos fazer mais para atrair mais investimento”, afirmou o presidente da AOP, considerando que “agora é o tempo para África ser o destino líder do investimento energético global”.

O Senegal esteve representado pelo ministro do Petróleo e da Energia, Mouhamadou Makhtar Cissé, que falou em nome do Presidente do país, Macky Sall.

“A visão presidencial para o espaço do petróleo e do gás é conduzido por um objetivo-chave: conteúdo local”, afirmou Cissé, sublinhando que esta “não é apenas uma componente notável da inclusão social e da criação de emprego, também faz sentido do ponto de vista económico”.

O presidente da Câmara de Energia Africana, NJ Ayuk, apontou a necessidade de relações mais próximas entre os países africanos.

“Precisamos de ver as nações africanas a relacionarem-se mais, visto que o diálogo intra­-africano se tem mantido muito parco, dado o potencial dos recursos energéticos no nosso continente”, disse o empresário camaronês.

Após os discursos de abertura, seguiu-se um painel ministerial que contou com a presença de ministros do Senegal, da Gâmbia, da Somália e da Guiné Equatorial.

O ministro equato-guineense, Gabriel Obiang Lima, mostrou-se confiante no regresso dos investidores a África, assinalando o potencial dos hidrocarbonetos no continente, mas considerou que a ausência das infraestruturas necessárias no setor energético africano é uma condicionante ao crescimento do gás natural liquefeito.

A conferência da AOP decorre até 11 de outubro, estando previstas várias iniciativas, incluindo o lançamento de relatórios de investimento da ‘Africa Energy Series’ sobre Angola, Senegal e África do Sul.

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