Francisco Queiroz, que falava à margem da abertura do seminário sobre a “Implementação das Convenções das Nações Unidas sobre Drogas e Crimes (UNODC)”, frisou que, apesar do aumento deste fenómeno, Angola situa-se abaixo dos índices registados noutros países, sem avançar números.

“Os crimes mais cometidos são aqueles de natureza económica, de transferência ilícita de capitais, o tráfico de órgãos humanos e pessoas e o tráfico de drogas, que começa a ser um problema preocupante”, disse o ministro angolano, defendendo que o reforço da cooperação internacional é necessário para se combater o tráfico de drogas.

O governante observou que no país fazem escala muitos voos, para diversos destinos, passando, por isso, todo o tipo de drogas — “quer a cocaína quer a ‘canábis sativa’, que é a nossa vulgar liamba”.

O titular da pasta da Justiça e dos Direitos Humanos sublinhou que, para estar preparado para combater esse tipo de crime, o país terá de contar com a cooperação internacional, pois sozinho terá muita dificuldade.

“Felizmente, as Nações Unidas estão organizadas, têm convenções, tratados, que preveem esse tipo de combate de prevenção do crime organizado transnacional”, salientou.

Na semana passada, a polícia angolana anunciou a detenção de duas mulheres de nacionalidades sul-africana e moçambicana e de um angolano, no Aeroporto Internacional 04 de Fevereiro, provenientes do Brasil, devido ao tráfico ilícito de drogas.

De acordo com a polícia, foi apreendido aproximadamente um quilograma e meio de cocaína, que tinha como destino Maputo.

O cidadão angolano, um pastor de igreja, tinha na sua posse 7,7 quilogramas de cocaína, provenientes do Brasil e dissimulados em caixas onde se encontravam aspiradores.

Atividades de investigação realizadas pela polícia permitiram já a apreensão de várias drogas, nomeadamente cocaína, que permitiram a incineração este ano de 856 quilogramas desta droga e outros cinco litros de cocaína diluída.

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