Amade Miquidade abordou a ocorrência de raptos no país quando respondia a perguntas dos deputados da Assembleia da República (AR) sobre as ações das autoridades para acabar com este tipo de delitos.

O sucesso no combate aos raptos depende de “uma atividade coordenada com o setor financeiro para melhor identificação dos sujeitos ativos desta atividade criminal”, afirmou Amade Miquidade.

A complexidade deste tipo de criminalidade, prosseguiu, exige a colaboração de todas as instituições de justiça e de toda a sociedade, no geral.

O ministro do Interior assegurou que a Polícia da República de Moçambique (PRM) e o Serviço Nacional de Investigação Criminal (Sernic) estão empenhados em assegurar o resgate das vítimas, apreensão dos meio usados no cometimento de crimes e encaminhamento dos autores ao tribunal.

Desde o início de 2020, as autoridades moçambicanas registaram um total de sete raptos, cujas vítimas são sempre empresários ou seus familiares.

Na quarta-feira da semana passada, o Sernic resgatou dois empresários e foram detidas quatro pessoas suspeitas de envolvimento neste tipo de crime.

As autoridades libertaram Rizwan Adatia, que esteve 21 dias em cativeiro num bairro do distrito de Boane, e Manish Cantilal, que tinha sido raptado há pouco mais de um mês e estava cativo no município da Matola, nos arredores da capital moçambicana.

Na quinta-feira, o empresário do setor comercial Liacat Moreira e Silva, raptado há uma semana na cidade da Beira, província de Sofala, centro de Moçambique, foi libertado em “circunstâncias por apurar”, disse à Lusa fonte policial.

Após uma onda de raptos nas principais cidades moçambicanas, que teve o pico entre 2012 e 2013, estes casos estavam a reduzir nos últimos anos, mas nos últimos meses as autoridades voltaram a registar este tipo de crimes.

Dados da Procuradoria-Geral da República indicam que 15 processos-crime por rapto foram instaurados em 2019, mais um que no ano anterior.

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