Portugal estará representado na reunião, com início agendado para as 10:00 locais (09:00 de Lisboa), pela ministra da Saúde, Marta Temido.

De acordo com a atual presidência semestral croata do Conselho da UE, neste encontro extraordinário “os ministros terão a oportunidade de trocar pontos de vista, confirmar uma compreensão comum da situação e discutir possíveis medidas complementares para melhorar a coordenação ao nível dos sistemas de preparação e de resposta com vista a proteger a saúde pública”.

A presidência do Conselho acrescenta que esta será também “uma oportunidade para considerar uma eventual resposta conjunta da UE a situações imprevistas em países terceiros que possam afetar o mercado europeu de produtos medicinais e dispositivos médicos”.

No final do encontro está prevista a adoção de conclusões pelos 27 sobre o surto do novo coronavírus, o Covid-19 — nome que lhe foi atribuído esta semana pela Organização Mundial de Saúde -, que teve origem na China e que já infetou mais de 45 mil pessoas, na sua esmagadora maioria no continente chinês, provocando a morte a mais de 1.100.

Na terça-feira, a Comissão Europeia apelou para um reforço da “coordenação e cooperação” da comunidade internacional para fazer face ao novo coronavírus, considerando “crucial” a união de esforços para travar a sua propagação.

“Numa altura em que o surto do coronavírus afeta cada vez mais países, a coordenação e a cooperação devem ser a nossa principal preocupação. Este é o momento de unir esforços para travar esta epidemia. É crucial que toda a comunidade internacional se foque nos preparativos e esforços de resposta para lutar contra o coronavírus, tendo sempre em mente a solidariedade internacional”, declarou o comissário responsável pela Gestão de Crises, Janez Lenarcic.

Estas são as principais recomendações das autoridades de saúde à população

O surto do novo coronavírus detetado na China tem levado as autoridades de saúde a fazer recomendações genéricas à população para reduzir o risco de exposição e de transmissão da doença. Eis algumas das principais recomendações à população pela Organização Mundial da Saúde e pela Direção-geral da Saúde portuguesa:

– Lavagem frequente das mãos com detergente, sabão ou soluções à base de álcool;

– Ao tossir ou espirrar, fazê-lo não para as mãos, mas para o cotovelo ou para um lenço descartável que deve ser deitado fora de imediato;

– Evitar contacto próximo com quem tem febre ou tosse;

– Evitar contacto direito com animais vivos em mercados de áreas afetadas por surtos;

– Deve ser evitado o consumo de produtos de animais crus, sobretudo carne e ovos;

– Em Portugal, caso apresente sintomas de doença respiratória e tenha viajado de uma área afetada pelo novo coronavírus, as autoridades aconselham a que contacte a Saúde 24 (808 24 24 24). Caso se dirija a uma unidade de saúde deve informar de imediato o segurança ou o administrativo.

Combater a desinformação

A Organização Mundial da Saúde tem tentado também divulgar factos para combater a desinformação e mitos ligados ao novo coronavírus. Eis algumas dessas informações:

– É seguro receber cartas ou encomendas vindas da China, porque as análises feitas demonstram que o coronavírus não sobrevive muito tempo em objetos como envelopes ou pacotes;

– Não há qualquer indicação de que animais de estimação, como cães e gatos, possam ser infetados ou portadores do novo coronavírus. Mas deve lavar-se sempre as mãos após contacto direto com animais domésticos, porque protege contra outro tipo de doenças ou bactérias;

– Não há também prova científica de que o consumo de alho ajude a proteger contra o novo coronavírus;

– Usar e colocar óleo de sésamo não mata o novo coronavírus;

– As atuais vacinas disponíveis no mercado contra a pneumonia não previnem contra o coronavírus 2019-nCoV. Este novo vírus precisa de uma nova vacina que ainda não foi desenvolvida;

– Os antibióticos não servem para proteger ou tratar as infeções provocadas pelo coronavírus. Os antibióticos são usados para infeções bacterianas e não virais. Contudo, os doentes hospitalizados infetados com coronavírus poderão ter de receber antibióticos porque pode estar presente também uma infeção bacteriana;

– Pessoas de todas as idades podem ser afetadas pelo coronavírus. Contudo, pessoas mais velhas ou com doenças crónicas (como asma ou diabetes) parecem ser mais vulneráveis a ter doença grave quando infetadas.

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