Questionada pela Lusa sobre se haveria a possibilidade de ser candidata às eleições presidenciais no seu país, após a reunião que teve hoje com o secretário executivo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), na sede daquela organização, em Lisboa, Elsa Maria Teixeira de Barros Pinto afirmou: “O futuro o dirá”.

Embora ressalvando que ainda era muito cedo para pensar no assunto, e afirmando estar agora “com a agenda virada para os Negócios Estrangeiros”, a governante de São Tomé e Príncipe admitiu que no futuro poderá ponderar a possibilidade de ser candidata.

“O futuro o dirá e Deus proverá”, reforçou, sorrindo, quando questionada se aquela seria uma possibilidade.

O novo Governo de São Tomé e Príncipe, chefiado pelo líder do Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe – Partido Social Democrata (MLSTP-PSD), segundo partido mais votado nas legislativas, e do qual Elsa Pinto faz parte, tomou posse a 03 de dezembro de 2018, após a indigitação de Jorge Bom Jesus para o cargo de primeiro-ministro.

O executivo é suportado na Assemblai Nacional pela chamada `nova maioria`

Elsa Pinto é um quadro importante do seu partido, o MLSTP-PSD.

O Presidente do Parlamento são-tomense, Delfim Neves, vice-presidente do PCD , também admitiu já a hipótese de candidatar-se às eleições presidenciais de 2021 em São Tomé e Príncipe em declarações à Rádio Nacional do seu país.

Questionado sobre uma eventual candidatura às próximas presidenciais, o ex-ministro das Obras Públicas (2006-2008), respondeu que “se depender apenas de Delfim Neves, eu não serei candidato, mas, se o grupo [a coligação no poder] entender que eu sou útil, estarei sempre disponível”.

O antigo líder da bancada parlamentar do PCD sustentou ainda que “se o grupo [a coligação] entender que não sou e, eu ver aquele que o grupo indicar ter perfil e qualidades para vencer as eleições [presidenciais], eu apoiarei sem quaisquer reservas”.

Também o presidente do Governo Regional do Príncipe, José Cardoso Cassandra, já deixou expressa a sua intenção de concorrer as próximas eleições para a presidência da República são-tomense, em entrevista à rádio Voz da América.

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