“Temos confirmadas delegações de empresários do Zimbabué, Marrocos, Namíbia, Botsuana, África do Sul, Maláui, Nigéria, Egito, Angola, Tunísia, entre outros vários países africanos”, lê-se no comunicado da Confederação das Associações Económicas (CTA), maior associação patronal do país.

Além do chefe de Estado moçambicano, Filipe Nyusi, confirmaram a presença os presidentes José Mário Vaz, da Guiné-Bissau; Teodoro Obiang Nguema Mbasogo, da Guiné Equatorial; Paul Kagame, do Ruanda; Hage Geingob, da Namíbia; Mokgweetsi Masisi, do Botsuana; Uhuru Kenyata, do Quénia; Egdar Lungu, da Zâmbia; Mswati III, rei do Essuatiní (antiga Suazilândia), e Emerson Mnangagwa, do Zimbabué.

A cimeira, que decorre sobre o lema “Promover uma parceria resiliente e sustentável entre os EUA e África”, começa na terça-feira, dia em que estão previstos apenas a receção e o registo dos convidados, e prolonga-se até ao dia 21, juntando pelo menos 1.000 altos executivos de empresas dos EUA e dos países da região.

A CTA espera que o encontro funcione como “uma plataforma de promoção de negócios e investimentos entre o setor privado norte-americano e de África”, segundo o comunicado.

A cimeira arranca num dia em que o consórcio liderado pela norte-americana Anadarko vai anunciar a Decisão Final de Investimentos para a exploração gás na Área 1 da Bacia do Rovuma, no norte de Moçambique, num dos maiores investimentos de sempre no país e cujo plano de desenvolvimento está avaliado em 25 mil milhões de dólares – o dobro do Produto Interno Bruto (PIB) do país.

A CTA acredita que será uma grande oportunidade para desenvolver parcerias e “aceder a esse mercado de petróleo e gás que é bastante exigente”.

O turismo, energia e o agronegócio, particularmente no que respeita o acesso aos mercados norte-americanos para a colocação de produtos são também alguns temas a considerar.

“O primeiro ganho que Moçambique terá será a sua exposição aos olhos do mundo. Imaginem nesse momento, todos os holofotes estarão virados para Moçambique e não seremos notícias pelo ciclone, mas sim por ser terra de oportunidades”, considerou a confederação.

Em 2018, segundo dados do Banco de Moçambique, citados na CTA, Moçambique exportou para os EUA perto de 99,3 milhões de dólares (perto de 88 milhões de euros) e importou 198 milhões de dólares (cerca de 176 milhões de euros).

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