“Mais efetivos policiais e meios circulantes chegarão nos próximos dias no quadro do reforço do combate aos malfeitores”, disse Bernardino Rafael, comandante-geral da Polícia da República de Moçambique (PRM), admitindo que há pessoas que têm usado a fronteira com a Tanzânia para entrar no país e integrar os grupos armados.

O comandante-geral da polícia moçambicana apelou ainda à colaboração das comunidades e dos médicos tradicionais.

“O outro apelo que deixamos para todos os distritos de Cabo Delgado e Niassa é que não hospedem indivíduos estranhos. Tratem de denunciá-los às autoridades porque podemos estar perante malfeitores que nos querem desestabilizar”, acrescentou.

Moçambique e Tanzânia partilham cerca de 700 quilómetros de fronteira, com suspeitas de incursões ilegais.

A província de Cabo Delgado, no norte de Moçambique, tem sido palco de ataques de grupos armados desde outubro de 2017.

De acordo com os números recolhidos pela Lusa, a onda de violência em Cabo Delgado já provocou a morte de cerca de 200 pessoas, entre residentes, supostos agressores e elementos das forças de segurança.

O Estado Islâmico difundiu este mês um comunicado reivindicando a autoria de um ataque que vitimou um número indeterminado de militares moçambicanos em confrontos em Cabo Delgado, entretanto negado pela Polícia da República de Moçambique.

Durante esta semana, 12 jovens moçambicanos foram detidos na República Democrática do Congo (RDCongo) por, alegadamente, pertencerem a grupos armados responsáveis por ataques naquele país e em Moçambique.

Estudos realizados sobre a origem dos grupos armados, que protagonizam ataques no norte de Cabo Delgado, indicam que têm ligações com grupos armados de inspiração ‘jihadista’ que atuam em algumas partes da RDCongo.

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