“Tudo temos estado a fazer, face às ações de grupos terroristas em alguns distritos de Cabo Delgado, organizando as nossas populações e reforçando as capacidades das nossas Forças de Defesa e Segurança”, afirmou Filipe Nyusi, numa mensagem alusiva aos 57 anos da criação da Organização de Unidade Africana (OUA), antecessora da atual União Africana, que se assinala hoje.

Para o chefe de Estado moçambicano, os ataques armados em Cabo Delgado são protagonizados por indivíduos que procuram colocar em causa a “capacidade dos moçambicanos de viverem em harmonia”.

“Devemos, com vigor, repudiar e impedir estes atos de violência”, frisou o Presidente moçambicano.

Cabo Delgado, região onde avançam megaprojetos para a extração de gás natural, vê-se a braços com ataques de grupos armados classificados como uma ameaça terrorista desde outubro de 2017 e as autoridades moçambicanas contabilizam um total de 162 mil pessoas afetadas pela violência armada.

No quadro dos desafios de África, quando o continente assinala 57.º ano da criação da OUA, o chefe de Estado moçambicano destacou a paz como prioridade.

“O desenvolvimento do continente no contexto da agenda 2020- 2063 será uma miragem se não fizermos um esforço para erradicar o troar das armas, prevenindo, gerindo e resolvendo os conflitos”, concluiu Filipe Nyusi.

Em maio de 1963, à medida que a luta pela independência do domínio colonial ganhava força, líderes de Estados africanos independentes e representantes de movimentos de libertação reuniram-se em Adis Abeba, na Etiópia, para formar uma frente unida na luta pela independência total do continente.

Da reunião saiu a carta que criaria a primeira instituição continental pós-independência de África, a Organização de Unidade Africana, antecessora da atual União Africana.

A OUA, que preconizava uma África unida, livre e responsável pelo seu próprio destino, foi estabelecida em 25 de maio de 1963, que seria também declarado o Dia de África.

Em 2002, a OUA foi substituída pela União Africana, que reafirmou os objetivos de “uma África integrada, próspera e pacífica, impulsionada pelos seus cidadãos e representando uma força dinâmica na cena mundial”.

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