As populações de Cabo Delgado “têm sido vítimas de ações violentas de malfeitores e ignóbeis, sem escrúpulos que matam população pacífica, indefesa e destroem os seus bens”, disse a líder da Assembleia da República, em Maputo.

“Condenamos, igualmente, os ataques protagonizados por grupos armados no Centro do país, causando mortes e instabilidade”, acrescentou.

Esperança Bias encorajou ainda o Governo moçambicano a continuar com “ações enérgicas” visando a restituição da ordem e segurança pública àquelas regiões.

Os ataques armados na província de Cabo Delgado, onde nascem os megaprojetos de gás natural, já provocaram, pelo menos, 350 mortos e afetaram 156.400 pessoas.

Nunca houve uma reivindicação da autoria dos ataques, com exceção para comunicados do grupo “jihadista” Estado Islâmico, mas cuja presença no terreno especialistas e autoridades consideram pouco credível.

No Centro, ex-guerrilheiros da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo) descontentes com o acordo de desmobilização assinado pelo partido com o Governo, são suspeitos de ter matado 22 pessoas em ataques a estradas e aldeias.

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