A Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) comprometeu-se hoje a apoiar Moçambique no combate a grupos armados em Cabo Delgado, onde, pelo menos, 550 pessoas morreram devido às incursões registadas desde outubro de 2017.

A `troika` do órgão de Política, Defesa e Segurança da comunidade sub-regional “comprometeu-se e instou os Estados-membros da SADC a apoiar o Governo de Moçambique na luta contra os grupos terroristas e armados que atuam em alguns distritos de Cabo Delgado”, lê-se numa nota emitida após uma reunião em Harare, capital do Zimbabué.

A situação de insegurança em Cabo Delgado foi abordada pelo chefe de Estado moçambicano, Filipe Nyusi, durante um encontro que juntou também os Presidentes Emmerson Mnangagwa (Zimbabué, que lidera o órgão), Mokgweetsi Masisi (Botsuana, vice-presidente) e Edgar Lungu (Zâmbia, líder cessante).

“A `troika` do órgão de Política, Defesa e Segurança da SADC condenou veementemente os ataques armados e os atos de sabotagem perpetrados pelos terroristas e grupos armados em alguns distritos da província de Cabo Delgado”, lê-se ainda no comunicado.

Cabo Delgado, região onde avançam megaprojetos para a extração de gás natural, vê-se a braços com ataques de grupos armados classificados como uma ameaça terrorista desde outubro de 2017.

As autoridades moçambicanas contabilizam um total de 162 mil pessoas afetadas pela violência armada.

No final de março, as vilas de Mocímboa da Praia e Quissanga foram invadidas por um grupo, que destruiu várias infraestruturas e içou a sua bandeira num quartel das Forças de Defesa e Segurança.

Na ocasião, num vídeo distribuído na Internet, um alegado militante `jihadista` justificou os ataques de grupos armados no norte de Moçambique com o objetivo de impor uma lei islâmica na região.

Foi a primeira mensagem divulgada por supostos autores dos ataques que ocorrem desde outubro de 2017 na província de Cabo Delgado, gravada numa das povoações que invadiram.

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