Sete pessoas morreram no domingo num ataque armado a uma viatura de transporte de passageiros na estrada principal que liga Mocímboa da Praia a Palma, no Norte de Moçambique, disse à Lusa fonte local.

O ataque aconteceu pelas 15:00 (menos duas horas em Lisboa) entre as aldeias de Quelimane e Maputo (nomes idênticos aos de uma capital provincial e capital do país), na linha limite entre os distritos de Mocímboa da Praia e Palma, a norte.

Moradores nas aldeias em redor relatam ter ouvido uma explosão e testemunhas no local disseram que o veículo, um `minibus` incendiado, parecia ter sido destruído por “algo mais forte que metralhadoras”.

Militares moçambicanos que realizam patrulhas naquela estrada deslocaram-se depois para o local.

Com este ataque, sobe para um mínimo de 21 o número de vítimas em ataques a viaturas em estradas do distrito de Mocímboa da Praia desde quinta-feira.

Outras fontes residentes na região disseram que na quinta-feira um grupo armado intercetou uma viatura de caixa aberta que transportava pessoas e mercadorias, incendiando-a e matando 10 pessoas.

Seguiu-se uma investida contra um camião e outra carrinha de mercadorias e passageiros, no sábado, em que houve, pelo menos, quatro mortes, sendo que algumas famílias com vítimas no incidente indicam que o número pode ter chegado a uma dezena.

Fonte oficial do Ministério da Defesa disse desconhecer estes ataques, referindo antes que está a haver uma repressão dos grupos armados, graças a operações de artilharia contra esconderijos localizados no distrito de Muidumbe, a sul de Mocímboa da Praia.

A região de Cabo Delgado é afetada desde outubro de 2017 por ataques armados levados a cabo por grupos criados em mesquitas da região e que eclodiram em Mocímboa da Praia.

Como consequência já terão morrido cerca de 300 pessoas, quase todas em aldeias isoladas e durante confrontos no mato, mas a violência tem se estendido a viaturas na principal estrada asfaltada da região.

Desde junho que o grupo `jihadista` Estado Islâmico tem reivindicado alguns dos ataques, mas autoridades e analistas ouvidos pela Lusa têm considerado pouco credível que haja um envolvimento genuíno do grupo terrorista que vá além de algum contacto com elementos no terreno.

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