“O resultado eleitoral pode ter um efeito na economia, porque apesar de estar a subir, a inflação tem sido claramente limitada pelo baixo aumento dos preços alimentares”, escrevem os analistas do Standard Bank num comentário às eleições municipais, que hoje decorrem em Moçambique.

“Estas eleições vão ser um sinal importante sobre o progresso do processo de paz”, escrevem os analistas, notando que “houve relatos de conflitos nalgumas regiões” e acrescentando que “será instrutivo ver se o partido no poder, Frelimo, e a oposição da Renamo aceitam o resultado das eleições”.

Relativamente ao impacto na economia, os analistas do departamento de estudos económicos do Standard Bank escrevem que “a inflação abrandou de 5% em agosto para 4,9% em setembro” e concluem que “o aumento da inflação será moderado, com a subida dos preços a dever ficar-se, este ano, pelos 7,7%”.

Um total de 3.910.712 eleitores escolhem hoje os presidentes dos 53 conselhos autárquicos de Moçambique e respetivos membros das assembleias municipais, para as quintas eleições autárquicas na história do país.

Nas eleições municipais de 2013, a Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo), que governa o país desde a independência, em 1975, conquistou 49 dos 53 municípios e o Movimento Democrático de Moçambique (MDM) venceu em quatro, nas capitais provinciais de Beira, Nampula e Quelimane e na autarquia de Gurué.

Na altura, o principal partido da oposição, a Resistência Nacional Moçambicana (Renamo) não concorreu às eleições, em discordância com a lei eleitoral e os órgãos eleitorais que essa legislação criou.

Desta vez, a Renamo participa na votação, depois de já ter participado e vencido a eleição intercalar de Nampula, principal cidade do norte do país, no início do ano.

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