O Ministério para o Desenvolvimento Internacional pretende despachar ainda hoje cerca de 100 tendas, 6.500 ‘kits’ de abrigo e 1.750 folhas de plástico grandes para abrigos de emergência para Moçambique, providenciando abrigo imediato para até 33.000 pessoas forçadas a fugir das suas casas.

Este primeiro carregamento de ajuda humanitária deve chegar na quinta-feira a Pemba, no norte do país, onde já se encontram quatro peritos britânicos para determinar a forma de distribuir a assistência de forma mais rápida e avaliar outro tipo de necessidades adicionais.

A ministra para o Desenvolvimento Internacional britânica, Penny Mordaunt, lamentou a devastação causada por este ciclone apenas semanas depois de o ciclone Idai, que também afetou os países vizinhos Malaui e Zimbabué, ter provocado pelo menos 603 mortos em Moçambique.

“O Reino Unido está bem preparado para responder e eu disponibilizei 3 milhões de libras para fornecer ajuda de emergência àqueles que perderam as suas casas e meios de subsistência”, afirmou.

Parte deste financiamento vai também pagar a distribuição de comida pelo Programa Mundial Alimentar na região.

O ciclone Kenneth, que atingiu o norte de Moçambique e o sul da Tanzânia na semana passada, destruiu milhares de casas e desalojou dezenas de milhares de pessoas, sendo esperado que resulte em mais inundações.

O governo moçambicano confirmou pelo menos 41 mortes e 39 feridos até agora e adiantou que o ciclone afetou 35.228 famílias no norte do país, tendo destruído parcialmente 32 mil casas e duas mil completamente, além de ter devastado 31 mil hectares.

O ciclone Kenneth foi classificado com a categoria quatro, a segunda mais grave, com ventos contínuos de 225 quilómetros por hora e rajadas de 270 quilómetros por hora, segundo as Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitário (OCHA).

Publicidade