Os 16 clubes que participam no principal campeonato de futebol de Moçambique vão passar a viajar de autocarro em vez de avião nas deslocações inferiores a 1.200 quilómetros, por forma a viabilizar a prova, anunciaram na última noite.

As equipas vão também agrupar jogos de diferentes jornadas do Moçambola para reduzirem o número de deslocações a determinadas regiões, referiu Ananias Couana, presidente da Liga Moçambicana de Futebol (LMF), citado hoje pelo jornal Notícias.

Moçambique é um país com dois mil quilómetros de extensão e no qual os clubes eram até agora transportados pela companhia aérea estatal, a Linhas Aéreas de Moçambique (LAM).

No entanto, a LAM deixou de aceitar o transporte das delegações desportivas sem o pagamento imediato dos bilhetes, o que levou ao adiamento de seis jogos dos oito jogos da sexta jornada, no último fim-de-semana.

O presidente da LMF anunciou que estão em curso conversações para que estas partidas se realizem no próximo sábado e domingo, sendo a nova programação, baseada em transportes terrestres, feita a partir da sétima jornada.

Em causa está o valor usado pela Liga para pagar o transporte aéreo: trata-se de uma verba proveniente das receitas dos direitos de transmissões televisiva, atribuídos à empresa ZAP, e cujo acordo remete o pagamento de metade do valor para mais tarde, no decorrer da prova.

Ananias Couana anunciou na sexta-feira, em conferência de imprensa, que propôs ao Governo uma isenção da taxa sobre combustíveis no transporte aéreo, taxa que corresponde a cerca de metade do valor de cada bilhete, mas o Governo ainda não respondeu.

A isenção permitiria manter o transporte aéreo das equipas do Moçambola, referiu.

No total, a Liga deve à LAM 77 milhões de meticais (um milhão de euros), dos quais 44 milhões de meticais (590 mil euros) dizem respeito ao ano passado e 33 milhões de meticais (442 mil euros) são referentes a viagens deste ano.

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