Filipe Nyusi, atual chefe de Estado, arrecadou um total de 276.087 votos (69,23%) nas 982 mesas que estavam espalhadas pela cidade de Maputo, contra 91.627 (22,98%) de Ossufo Momade, disse Ana Ângelo, presidente da comissão em conferência de imprensa de apresentação dos resultados do apuramento provincial.

Daviz Simango, candidato do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), somou 29.471 votos (7,39%), enquanto Mário Albino, da Ação de Movimento Unido para Salvação Integral (AMUSI) recolheu 1.603 (0,40%).

Quanto à escolha do novo parlamento, a Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo) também obteve a maioria, com 242.105 votos (61,66%), seguida da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo) com 109.362 votos (27,08%) e pelo MDM com 30.646 (7,81%).

Na cidade de Maputo, círculo que elege 13 deputados, a taxa de abstenção fixou-se em 41,44% para as presidenciais e 38,93% para as legislativas, num universo 701.184 eleitores inscritos em toda a capital moçambicana.

Na capital não houve votação para assembleia provincial, dado que se trata do único dos 11 círculos eleitorais em que não há esse órgão.

Os resultados foram apresentados em conferência de imprensa, uma cerimónia pública como previsto pela lei, sendo que os partidos da oposição estiveram ausentes, depois de na sexta-feira e sábado terem recusado o apuramento, alegando que a votação foi fraudulenta.

A lei prevê que os trabalhos de centralização nacional e apuramento geral tenham início na segunda-feira e incluam a apreciação de questões prévias e requalificação de votos.

Até dia 30, os resultados devem ser anunciados, também em cerimónia pública, pelo presidente da Comissão Nacional de Eleições (CNE).

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