“Na sua maioria, estas pessoas foram detidas por perturbação das mesas de voto”, disse Orlando Mudumane, porta-voz do comando geral da PRM, durante uma conferência de imprensa de balanço da operação eleitoral.

De acordo com os registos da Polícia, as províncias de Gaza, sul do país, e Nampula, no norte, registaram maior número de pessoas detidas, com 24 e 23, respetivamente, sendo que os restantes casos ocorreram um pouco por todo o país.

Apesar de o maior número de detenções ter ocorrido nestas duas províncias, de acordo com a Polícia, do total de 22 ilícitos eleitorais registados, a cidade de Maputo teve o maior número (sete), seguida de Nampula (cinco) e da província de Maputo (quatro).

Orlando Mudumane disse que um dos principais casos registados ocorreu no distrito de Machanga, na província de Sofala, onde 300 membros da Renamo terão vandalizado a Escola Primária de Inharingue e tentaram retirar do local nove urnas de voto, além de, segundo a polícia, terem ateado fogo em cinco casas de construção precária.

“Destes indivíduos, nove foram detidos, tidos como cabecilhas. Eles alegaram que queriam controlar os votos, apesar de todos os apelos que deixámos para que as pessoas fossem aguardar pelos resultados em casa”, acrescentou Mudumane.

“Voltamos a pedir a todos moçambicanos para acompanharem com calma e serenidade a divulgação de resultados”, concluiu o porta-voz da polícia moçambicana.

Desde terça-feira, após o encerramento das urnas, que decorre a contagem de votos nas 20.162 mesas em que os moçambicanos votaram para escolher o Presidente da República, 250 deputados do parlamento, dez governadores provinciais e respetivas assembleias.

A lei prevê que o anúncio oficial dos resultados seja feito pela CNE até dia 30, mas o apuramento de cada uma das 11 províncias deve ser conhecido dias antes.

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