“Nós temos que acabar com a corrupção em Moçambique”, referiu o líder da terceira força parlamentar, que concorre pela terceira vez às presidenciais moçambicanas, no comício de encerramento, na cidade da Beira, centro do país.

O também autarca da Beira prometeu igualmente uma nova ordem política em Moçambique, sustentando que há incursões de “esquadrões da morte” na perseguição à oposição e que isso se deve ao facto de o Estado estar “capturado” por um partido politico.

“Este país está a ser governado por ‘gangsters’. Eles capturaram o Estado moçambicano e já não há fronteira entre o partido e Estado”, disse, sendo por várias vezes interrompido por aplausos num campo improvisado, lotado.

Foi neste contexto que o candidato condenou o homicídio de um observador eleitoral de uma ONG moçambicana, ocorrido na segunda-feira.

Anastácio Matavel, 58 anos, foi assassinado a tiro por um grupo de quatro polícias e um civil, em Xai-Xai, sul do país, anunciou a força de segurança que prevê concluir um relatório sobre o envolvimento dos agentes até dia 22.

“O único partido capaz de unir os moçambicanos, capaz de evitar conflitos, é o MDM, porque não tem comichão no dedo”, precisou Daviz Simango, numa alusão ao uso de armas.

Simango prometeu despartidarizar a Assembleia da República e devolver dignidade aos profissionais de Saúde e Educação, bem como dar oportunidade de emprego a jovens, mas também mecanizar a agricultura, para potenciar a economia do país.

“Desde 1975 estão a prometer emprego. Perguntem se os filhos deles, ladrões, tiveram emprego para conseguirem dinheiro”, disse.

Um total de 12,9 milhões de eleitores moçambicanos vão escolher na terça-feira o Presidente da República, dez governadores provinciais, 250 deputados da Assembleia da República e membros das assembleias provinciais.

As sextas eleições gerais de Moçambique contam com quatro candidatos presidenciais e 26 partidos a concorrer às legislativas e provinciais, sendo que só os três partidos com assento parlamentar no país (Frelimo, Renamo e MDM) concorrem em todos os círculos eleitorais.

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