“A missão condena veementemente o ataque que resultou na morte de uma figura-chave da observação eleitoral moçambicana”, Anastácio Matavel, diretor executivo do Fórum das ONG (FONGA) e ponto focal da Sala de Paz em Gaza, afirmou, em comunicado.

Os observadores da UE apelam às autoridades competentes “que investiguem este ato violento e assegurem que os agressores são responsabilizados pela sua conduta criminosa”.

“Violentos confrontos entre simpatizantes dos diferentes partidos políticos continuaram durante a campanha eleitoral sem que houvesse uma forte, clara e persistente condenação por parte dos líderes políticos e das autoridades competentes”, sublinhou.

A missão, que já tinha feito apelos públicos contra a violência, voltou hoje a pedir às autoridades competentes para que tomem “as medidas necessárias para mitigar a violência eleitoral e promover um ambiente seguro para a realização e observação das eleições”.

A UE lamentou a “escalada de violência” na campanha eleitoral moçambicana, que entre acidentes e outros atos já terá levado a mais de 38 mortes, segundo o Centro de Integridade Pública (CIP), ONG moçambicana.

“A observação nacional é uma componente fundamental de um processo eleitoral credível”, realçou o comunicado da missão da UE, acrescentando que “qualquer ato que afete ou limite a capacidade dos observadores nacionais em desempenhar o seu papel essencial é um obstáculo inaceitável à transparência das eleições e ao respeito pela participação dos cidadãos”.

A 15 de outubro, 12,9 milhões de eleitores moçambicanos vão escolher o Presidente da República, dez assembleias provinciais e respetivos governadores, bem como 250 deputados da Assembleia da República.

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