“Para nós, Frelimo, o compromisso com a causa nacional constitui alicerce para a preservação da paz”, declarou Filipe Nyusi, falando perante milhares de pessoas no comício de encerramento da campanha, na cidade da Matola, subúrbios de Maputo, sul de Moçambique.

O chefe de Estado moçambicano apontou o facto de se ter deslocado à serra da Gorongosa, centro do país, para se reunir com o falecido líder da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), Afonso Dhlakama, no âmbito dos esforços visando a restauração da paz, como um exemplo de empenho pela estabilidade do país.

“Eu fui ao mato, fui à montanha, conversei com ele [Afonso Dhlakama], debaixo de sol”, relatou Filipe Nyusi.

Nyusi adiantou que está disponível para enveredar pelo diálogo para alcançar a paz com os grupos armados que protagonizam uma onda de violência nalguns distritos da província de Cabo Delgado, Norte de Moçambique, caso haja um interlocutor.

“Se vocês conhecerem [o autor dos ataques], digam aos moçambicanos, nós iremos para lá e vamos falar com essa pessoa”, afirmou.

Filipe Nyusi declarou que a aposta do seu Governo é a criação de emprego para os jovens num segundo mandato.

Nesse sentido, prosseguiu, serão criados três milhões de empregos para os jovens, que não estarão condicionados à experiência, como tem sido normal nas ofertas de trabalho em Moçambique.

“Ficou evidente e claro que a Frelimo foi o único partido que se apresentou organizado e com propostas concretas nesta campanha”, declarou Filipe Nyusi.

A expansão da rede de saúde e educação, visando o bem-estar da população, serão também outras das prioridades do Governo moçambicano, caso a Frelimo vença as eleições de terça-feira.

Filipe Nyusi defendeu a necessidade de diversificação da economia do país, alertando para o risco de dependência dos recursos naturais, nomeadamente, o gás natural.

Um total de 12,9 milhões de eleitores moçambicanos vão escolher na terça-feira o Presidente da República, dez governadores provinciais, 250 deputados da Assembleia da República e membros das assembleias provinciais.

As sextas eleições gerais de Moçambique contam com quatro candidatos presidenciais e 26 partidos a concorrer às legislativas e provinciais, sendo que só os três partidos com assento parlamentar no país (Frelimo, Renamo e MDM) concorrem em todos os círculos eleitorais.

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