A missão de observadores eleitorais da União Europeia (MOE-EU) apelou hoje aos partidos políticos que participam no processo eleitoral em curso no país, para tomarem medidas visando controlar as emoções dos militantes, de modo a travar a violência que caracterizou a primeira quinzena da campanha eleitoral.

Em entrevista à nossa reportagem, a chefe-adjunta da MOE-EU, Tânia Marques, fez uma breve análise ao primeiro terço da campanha que ficou marcada por alguns episódios de violência, fatalidades e ilícitos eleitorais, e deixou um apelo aos partidos políticos.

“Entramos no segundo terço da campanha eleitoral e mais de metade do período ainda está por vir e é importante que os partidos políticos tomem aqui uma posição de pacificar os seus membros e simpatizantes, para que haja respeito pelas liberdades, pelos direitos políticos de cada um, para que esta campanha de 2019 não seja marcada pelos primeiros 15 dias” exortou.

A MOU-EU está em Moçambique a convite do governo para avaliar o processo eleitoral.

Com 32 observadores em todas as províncias do país, a missão, chefiada por Nancho Sánchez Amor, membro do Parlamento Europeu, está atenta a todo o processo, desde a campanha eleitoral, a votação, o desempenho de todos os actores envolvidos (incluindo a sociedade civil), o financiamento, bem como o recenseamento eleitoral que foi dos primeiros momentos do processo.
“O mandato da Missão consiste em analisar o processo eleitoral em todos os seus aspectos, à luz das normas internacionais em matérias de eleições democráticas e da legislação moçambicana” explicou a adjunta chefe da missão.

O relatório de avaliação preliminar será divulgado logo após o dia da votação, enquanto o final, que vai incluir as respectivas recomendações, será divulgado, no mínimo, dois meses depois.


Recenseamento eleitoral

A MOU-EU diz estar atento ao desenrolar do processo em torno do recenseamento eleitoral, cujos resultados de algumas províncias foram questionados.

Tânia Marques não quis tecer comentários a cerca das polémicas e disse que a Missão que representa está a acompanhar o processo, que está actualmente no fórum judicial.

“A questão do recenseamento eleitoral não está totalmente decidida. Há ainda uma instituição que tem que dar uma tresposta (PGR). O que a Missão, e toda a gente espera, é que seja uma resposta atempada e que, de facto, consiga dar resposta às dúvidas levantadas” frisou.

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