O porta-voz do Comando da Polícia da República de Moçambique (PRM) na província de Nampula, norte do país e maior círculo eleitoral, Zacarias Nacute, disse que todas as caravanas dos partidos políticos envolvidas na campanha eleitoral terão acompanhamento e proteção policial para se evitarem escaramuças.

“Temos feito apelos aos partidos políticos no sentido de fornecerem o itinerário [da campanha eleitoral] de forma antecipada, para que não haja encontros entre caravanas”, afirmou Zacarias Nacute.

Sidner Lonzo, porta-voz da polícia na província da Zambézia, região centro e segundo maior círculo eleitoral, declarou que a corporação elaborou um plano operativo apto a estancar qualquer ilícito eleitoral.

“Estão a ser aplicados os meios adequados para a proteção de todo o processo eleitoral, todos os partidos políticos e os seus cortejos serão acompanhados por agentes da polícia”, destacou Sidner Lonzo.

A polícia, prosseguiu, não vai tolerar que o processo eleitoral seja transformado numa batalha campal e num momento de ódio entre os moçambicanos.

Por seu turno, o porta-voz da polícia na província de Manica, centro do país, Mateus Mindú, afirmou que estão vedadas as férias para os agentes da corporação durante o processo eleitoral, visando reforçar a prontidão face ao potencial de confrontos entre membros e simpatizantes dos partidos políticos.

“Temos vindo a sensibilizar as forças políticas para que a campanha e a votação se tornem em momentos de festa e sem rixas”, disse.

Na província de Gaza,a polícia tem reforçado os apelos para que os partidos políticos não incluam nas caravanas membros e simpatizantes alcoolizados, devido ao maior risco de distúrbios, disse o porta-voz do comando provincial, Carlos Macuácuá.

“Temos deixado apelos aos partidos para evitarem situações de ilícitos, como colocar material de propaganda por cima de material de outros partidos e não usar indivíduos sob efeito de álcool nas campanhas”, afirmou Macuácuá.

O porta-voz do comando da PRM na província de Inhambane, Juma Dauto, disse à Lusa que a corporação posicionou meios e agentes em todos os distritos para responderem à contingência colocada pelo atual processo eleitoral.

“A PRM está distribuída em todos os locais e temos estado a receber dos partidos políticos os itinerários das campanhas, para assegurarmos proteção”, frisou Juma Dauto.

No dia 15 de outubro deste ano, 12,9 milhões de eleitores moçambicanos vão escolher o Presidente da República, dez governadores provinciais, 250 deputados da Assembleia da República e membros das assembleias provinciais.

Quatro candidatos concorrem às presidenciais, incluindo o atual chefe de Estado e líder da Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo), Filipe Nyusi, o líder da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), Ossufo Momade, o líder do candidato do MDM, Daviz Simango, e o candidato do partido extraparlamentar Ação do Movimento Unido para a Salvação Integral (AMUSI), Mário Albino.

Para as legislativas e provinciais concorrem 26 formações políticas, mas Frelimo, Renamo e MDM são os que têm maior pujança para aguentarem a dura jornada de 45 dias de campanha eleitoral pelos 11 círculos eleitorais do extenso território nacional e os dois da diáspora.

As eleições gerais de 15 de outubro vão, pela primeira vez, escolher os governadores das 10 províncias do país, que sairão dos cabeças-de-lista dos partidos concorrentes.

A eleição dos governadores provinciais é uma novidade que decorre da aprovação de um novo pacote de descentralização, no âmbito das negociações para o Acordo de Paz e Reconciliação Nacional de Maputo, assinado no dia 06 deste mês.

As próximas eleições gerais serão as sextas no país, desde a introdução da primeira Constituição da República multipartidária, em 1990.

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