A queixa-crime, enviada hoje à Lusa pelo mandatário da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), Venâncio Mondlane, que assina o documento, foi apresentada na Procuradoria-Geral da República (PGR), na segunda-feira, um dia antes das eleições gerais.

A Renamo acusa Julião Arnaldo de ter cometido um crime eleitoral, ao divulgar na sua conta do Facebook uma sondagem que uma entidade denominada International Anti-Crisis Center (IAC) realizou em setembro e que está disponível na própria página da organização.

“A publicidade da sondagem eleitoral da IAC, que consta da página do Facebook ‘Olá Inhambane’, é imputável ao cidadão Julião Arnaldo, uma vez que foi a pessoa que a lançou”, lê-se na queixa-crime da Renamo.

A conduta, prossegue o documento, viola a lei que proíbe a divulgação de resultados de sondagens eleitorais em Moçambique.

A agência Lusa tentou obter informação adicional sobre a queixa junto da PGR, mas ainda não obteve esclarecimentos.

A IAC apresenta-se como uma organização “de pesquisa sociológica e geopolítica, consultoria em política e assistência em negociações de crise”.

Desde terça-feira, após o encerramento das urnas, que decorre a contagem de votos nas 20.162 mesas em que os moçambicanos votaram para escolher o Presidente da República, 250 deputados do parlamento, dez governadores provinciais e respetivas assembleias.

A lei prevê que o anúncio oficial dos resultados seja feito pela CNE até dia 30, mas o apuramento de cada uma das 11 províncias deve ser conhecido dias antes.

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