“A única verdade é que a Renamo quer mudança em Moçambique”, destacou num comício em Nampula, capital da província com o mesmo nome, cidade mais populosa do Norte de Moçambique e sede do círculo com mais eleitores.

É também um dos oito municípios do país governados pela Renamo, de um total de 53 autarquias.

O próprio Ossufo Momade nasceu na província de Nampula (na Ilha de Moçambique) que escolheu para palco do seu último dia de campanha.

Durante cerca de uma hora percorreu em caravana as ruas da cidade, repletas para o acompanhar até ao local do comício, na designada zona dos Quatro Caminhos.

“Vocês precisam de emprego, não é verdade”, perguntou perante milhares de pessoas, que em uníssono responderam que sim.

O diálogo continuou: “Hoje temos fábricas, temos emprego? Não. Por isso a alternativa é a Renamo e Ossufo Momade”.

Tal como em comícios anteriores, o líder do maior partido da oposição defendeu melhorias urgentes em infraestruturas de educação e saúde, com medicamentos e camas nos hospitais, “não uma cama para três pessoas, isso não é governar”.

Moçambique “é rico” em recursos, referiu, lamentando, por outro lado: “está a ser empobrecido com corruptos, ladrões, não sei como lhes chamar”. Enquanto apontava para o público, Ossufo Momade dizia: “Vocês são os donos” dos recursos naturais do país.

De Nampula, Ossufo Momade dirigiu-se ainda para um derradeiro comício, já durante a noite, na cidade portuária de Nacala.

Um total de 12,9 milhões de eleitores moçambicanos vão escolher na terça-feira o Presidente da República, dez governadores provinciais, 250 deputados da Assembleia da República e membros das assembleias provinciais.

As sextas eleições gerais de Moçambique contam com quatro candidatos presidenciais e 26 partidos a concorrer às legislativas e provinciais, sendo que só os três partidos com assento parlamentar no país (Frelimo, Renamo e MDM) concorrem em todos os círculos eleitorais.

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