Os acordos que puseram fim ao regime colonial português, em Moçambique, foram assinados a 7 de Setembro de 1974, em Lusaka, capital zambiana. Neste ano, celebra-se o 45º aniversário, e as cerimónias centrais que lembram a data tiveram lugar na cidade de Chimoio, em Manica, onde o Presidente da República, Filipe Nyusi, dirigiu as festividades.

“Honramos e glorificamos a todos homens e mulheres que contribuíram para libertar esta terra, do jugo colonial”, introduziu o discurso, em jeito de saudação a todos heróis.

“Reconhecemos que não existe preço que pague o seu sacrifício, entrega, abnegação e espírito de reconciliação patriótica”, disse o Presidente da República.

Filipe Nyusi lembrou aos moçambicanos que o 7 de Setembro do presente ano, aconteceu num contexto importante para a paz no país, e por isso, exortou a todos a contribuir, para que esta seja efetiva.

“No dia 6 de Agosto, celebramos o Acordo de Paz e reconciliação Nacional de Maputo. Este acordo foi transformado em lei pela nossa Assembleia da República, sendo obrigatório para todos”, retrospetivou o chefe do estado, sublinhando que o instrumento lembra que “somos todos irmãos que partilham o mesmo território, e por isso devemos apostar num futuro de paz e reconciliação, onde o diálogo deve prevalecer e ser o único meio de resolução de diferendos”.

Uma vez que a efeméride é assinalada em contexto eleitoral, o Presidente da República apelou, igualmente, à necessidade da tolerância, tendo dito que “ninguém deve usar a intimidação para fazer política.

Nas cerimónias centrais do dia da vitória em Manica, na província de Chimoio, foram condecorados 55 combatentes, com medalhas de reconhecimento, aos veteranos da luta armada de libertação.

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