“Em relação à Ematum, foi constituída a empresa Tunamar que resulta de uma parceria com a United States Frontier Service Group”, declarou Carlos Agostinho do Rosário, falando no encerramento do debate parlamentar da Conta Geral do Estado (CGE) de 2016.

O entendimento entre as empresas irá assegurar a operacionalização total dos barcos da firma pública ainda este ano, afirmou.

A Ematum e o presidente da FSG, Erik Prince, assinaram em dezembro do ano passado, em Maputo, um acordo de parceria, para a viabilização da empresa moçambicana.

A firma estatal, conjuntamente com a ProIndicus e a MAM, beneficiaram de mais de dois mil milhões de dólares de dívida avalizada pelo Governo moçambicano, entre 2013 e 2014, mas ocultada.

Quando a operação foi descoberta, precipitou a dívida pública do país para níveis considerados insustentáveis.

A Ematum usou o dinheiro para a compra de 24 atuneiros, mas a sua atividade, tal como a ProIndicus e MAM, foi considerada inviável numa auditoria internacional pedida pela Procuradoria-Geral da República (PGR) que mantém em aberto uma investigação ao caso.

O destino do dinheiro, equivalente a cerca de um oitavo do Produto Interno Bruto (PIB) anual do país, e as responsabilidades no processo continuam por apurar.

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