“É tempo de sarar as feridas. É tempo de seguirmos em frente com determinação coletiva de construir um país assente em princípios de um Estado democrático e de direito”, referiu o chefe de Estado, citado pela Agência de Informação de Moçambique (AIM).

Nyusi defendeu que “os acordos são vitais, mas não bastam. Há que criar, em paralelo, uma cultura nova, uma cultura de diálogo permanente e construtivo, sem receios e nem preconceitos”.

Uma cultura que “deve ser promovida pelo exemplo dos dirigentes na sua conduta política e pessoal e no modo como defendem os interesses nacionais acima de qualquer outro interesse”, acrescentou.

Filipe Nyusi discursava na cerimónia em que foi distinguido com o título de doutor ‘Honoris Causa’ pela Escola de Diplomacia e Relações Internacionais de Genebra pelas negociações de paz empreendidas com a Resistência Nacional Moçambicana (Renamo).

O Presidente moçambicano disse que a história do país continua a ser marcada pela busca de soluções negociadas dos conflitos, “mesmo quando, aparentemente, somos fortes, e, sobretudo, quando somos fortes e sabemos que a nossa causa é justa”.

Na intervenção, descreveu o diálogo com o líder da Renamo, Afonso Dhlakama, desde o início do seu mandato, como um processo conduzido com espírito construtivo e de boa-fé.

“Com a paz, traremos maior coesão social ao país e consolidaremos a unidade nacional no seio da família moçambicana”, acrescentou.

Filipe Nyusi e Afonso Dhlakama, líder da Renamo, têm anunciado diversos avanços com vista à assinatura de um acordo de paz definitivo para o país, o último dos quais resultou numa proposta consensual para revisão da Constituição com vista à descentralização do Estado.

Ambos anunciaram para breve entendimentos com vista ao desarmamento, desmobilização e reintegração dos homens armados da oposição.

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