“Este é um valor que é necessário para questões gerais, entre as quais destaca-se a logística para as nossas atividades e a assistências às pessoas que estão a ser afetadas pelas calamidades”, disse Paulo Tomás.

O plano de contingência do INGC está orçado num valor total de quase 30 milhões de euros, prevendo três cenários: o primeiro é de ventos fortes, inundações localizadas nas vilas e cidades e seca.

O segundo cenário compreende, além de ventos fortes, inundações localizadas e seca, a ocorrência de cheias nas bacias hidrográficas e de ciclones.

O último prevê a junção das calamidades do primeiro e segundo cenários adicionados à ocorrência de sismos.

“Estamos quase no fim do primeiro período desta época chuvosa e continuamos em contacto com os nossos parceiros para a mobilização do valor restante para o nosso plano de contingência”, acrescentou a fonte.

Entre os meses de outubro e abril, Moçambique é ciclicamente atingido por ventos ciclónicos oriundos do Índico e por cheias com origem nas bacias hidrográficas da África Austral, além de secas em alguns pontos do país.

Na última época das chuvas, um total de 714 pessoas morreram e outras 2,8 milhões foram afetadas por calamidades naturais, num período marcado pela passagem dos ciclones Idai e Kenneth, que se abateram sobre o centro e o norte do país.

Além dos ciclones Idai e Kenneth, que isolados causaram 648 óbitos e afetaram cerca de 1.8 milhões de pessoas em províncias do centro e norte em março e abril deste ano, a última época das chuvas foi marcada também pela passagem de uma depressão tropical (Desmond), seca, sismos, chuvas e ventos fortes, por vezes acompanhados de descargas atmosféricas.

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