O dirigente realçou a importância de a luta contra as assimetrias de género estar no centro do sistema nacional de educação, falando à margem do lançamento da 5ª Edição da Semana da Mulher, que arranca na segunda-feira, em Maputo.

“Porque é que têm que ser as mulheres a ir buscar água, cozinhar, limpar a casa? Onde está a repartição do trabalho”, questionou, defendendo um debate sobre os estereótipos em relação ao papel da mulher nas sociedades africanas.

A promoção dos direitos da mulher, prosseguiu, exige uma reflexão profunda em todas as esferas sociais e com todos os parceiros.

Por seu turno, o oficial de programas na ONU Mulheres em Maputo, Boaventura Veja, defendeu a mobilização dos homens na luta contra as desigualdades de género, assinalando o carácter colectivo desta causa.

“O homem é parte do problema e tem de ser parte da solução, para que a discussão da problemática do género não exclua uma parte importante da sociedade”, vincou.

Dietmar Petrausch, primeiro conselheiro da embaixada da França em Maputo, afirmou que as desigualdades de género são um problema global vasto, de natureza económica, patrimonial, psicológica e ao nível da violência física.

“As desigualdades entre os géneros são um flagelo em Moçambique, em França, no mundo inteiro”, disse o diplomata.

A 5ª Edição da Semana da Mulher, uma iniciativa a cargo da embaixada de França, em parceria com o Governo moçambicano, União Europeia e Estados-membros, Canadá e Nações Unidas, será marcada por debates, torneios desportivos femininos, conferências, cinema, documentários, exposições e actividades culturais.

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