Prevista há vários anos para produção de eletricidade, a ideia foi relançada em 2018 e poderá ser a maior barragem de Moçambique depois de Cahora Bassa, situada 60 quilómetros a jusante desta, também no rio Zambeze, interior centro de Moçambique.

“A entidade a ser selecionada irá trabalhar com o Gabinete de Implementação do Projeto Hidroelétrico de Mpanda Nkwua, criado por diploma ministerial em fevereiro”, referiu o Ministério dos Recurso Minerais e Energia (Mireme).

Os consultores vão ajudar o governo moçambicano a resolver aspetos associados à concessão em vigor, atualizar estudos técnicos críticos e ajudar a encontrar um parceiro estratégico.

Este parceiro vai juntar-se às empresas públicas Eletricidade de Moçambique Eletricidade de Moçambique (EdM) e Hidroelétrica de Cahora Bassa Hidroelétrica de Cahora Bassa (HCB) no desenvolvimento das Infraestruturas.

O Mireme lançou também hoje um concurso para contratação do diretor do Projecto Hidroelétrico de Mphanda Nkuwa.

A barragem deverá ficar localizada a 70 quilómetros da capital provincial de Tete e a 1.500 quilómetros de Maputo, a capital moçambicana.

Em entrevista à Lusa, em outubro, o vice-ministro da Energia e Recursos Minerais, Augusto de Sousa, referiu que a barragem de Mpanda Nkuwa deverá demorar, pelo menos, mais uma década até estar construída e em funcionamento.

O governante explicou que a HCB “pode ir ao mercado e obter financiamentos para implementar o projeto”, mas há ainda um trabalho prévio em curso.

“Estamos a ver toda a documentação do passado”, verificando se “não há nada que penalize o Governo”, desde que foi aprovado o plano de construção, em setembro de 2007, passando desde então por várias parcerias, mas sem nunca se concretizar o projeto.

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