“Os nossos países já tido uma cooperação muito notória e visível” na “energia, minas, florestas, pescas” e a ideia é que se estenda “para a área do gás e do petróleo”, afirmou Jorge Ferrão à margem da 1.ª edição do Fórum dos Reitores das Instituições do Ensino Superior da China e dos Países da Língua Portuguesa que começou hoje em Macau.

“Na área do gás e do petróleo – nós estamos [para] lançar essa exploração de gás – continuamos com défices grandes de capital humano em quase todas as áreas, sejam engenheiros ou os próprios juristas que negoceiam os contratos”, explicou o antigo ministro da Educação e Desenvolvimento Humano.

Jorge Ferrão alertou, contudo, para o facto de formação de quadros ter apenas “resultados de médio e longo prazo”.

“Não podemos esperar que uma no depois isto esteja resolvido e consolidado: é uma área que obriga a que façamos uma planificação e um acerto ajuste de acordo com a dinâmica dos nossos países”, esclareceu.

A 18 de outubro, o ministro da Indústria e Comércio de Moçambique, Ragendra de Sousa, tinha dito à agência Lusa, numa visita a Macau, que o país estava à procura de investidores lusófonos e chineses para projetos na área do gás natural, cuja produção tem arranque previsto para 2022.

“Pretendemos privilegiar o empresariado local, mas isso nunca prejudicando o andamento do projeto. Não tendo capacidade interna, o país está aberto a convidar empresários e esta é a plataforma ideal”, sublinhou Ragendra de Sousa.

“Aqui falamos para Portugal, Angola, Cabo Verde, e também falamos para Macau e para a China”, destacou o governante. “Estão todos convidados a participar nos projetos do gás” no norte de Moçambique, acrescentou.

As declarações de Jorge Ferrão foram realizadas à margem de um evento no qual reitores das universidades lusófonas participam com o objetivo de desenvolver programas de mobilidade de estudantes e professores, transferência de tecnologia e de investigação científica com entidades do ensino superior chinesas.

A 1.ª edição do Fórum dos Reitores das Instituições do Ensino Superior da China e dos Países da Língua Portuguesa é organizado pelo Gabinete de Apoio ao Ensino Superior de Macau, a Universidade de Macau e a Universidade de São José.

A iniciativa termina no sábado, num dia em que o programa prevê a discussão de temas como “Indústrias criativas e Tolerância Cultural; Harmonia sem Uniformidade — Diálogo Cultural e Resolução de Conflitos”.

A última sessão agendada é a “Cimeira de Reitores” para se debater o intercâmbio de estudantes, docentes e investigadores das instituições do ensino superior de Macau, China continental e Hong Kong com países de língua portuguesa, assim como a cooperação na área da investigação científica.

Publicidade