“A emergência de novas formas de criminalidade e de difícil deteção exige maior capacidade de resposta e coordenação entre instituições internas relevantes”, disse Carlos Agostinho do Rosário, falando após conferir posse ao novo diretor-adjunto do Gabinete de Informação Financeira de Moçambique (GIFiM), Amorim Bila.

Rosário assinalou que o sistema financeiro moçambicano não está imune à atuação do crime transnacional, devendo, por isso, dotar-se de mecanismos de combate a essa prática nociva.

“A criminalidade transnacional afeta negativamente os sistemas económicos e financeiros dos países e está, geralmente, associada ao tráfico de drogas e de pessoas, raptos, corrupção, evasão fiscal, entre outros crimes que geram para os seus atores muitos recursos financeiros de forma ilícita”, afirmou o primeiro-ministro moçambicano.

Nesse sentido, prosseguiu, o Estado moçambicano criou recentemente o GIFiM com a missão de coordenar ações de prevenção e combate ao branqueamento de capitais e financiamento do terrorismo.

O sucesso dessa ação, prosseguiu, pressupõe uma maior e melhor coordenação com outros estados e instituições internacionais, devido ao cariz transnacional dos crimes que implicam o recurso aos sistemas económicos e financeiros.

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