O movimento surpreendeu o mercado, mas a Moody’s justificou sua avaliação, frisando que o próximo Governo do Brasil terá que cumprir com o teto dos gastos públicos implementado pela atual administração, o que melhora as expectativas sobre o país.

Logo após a revisão, o Ministério das Finanças do Brasil disse que a melhoria da perspetiva decorre de ações tomadas pela equipa económica desde maio de 2016, após a destituição da ex-Presidente Dilma Rousseff.

O pronunciamento da Moody’s vai contra a impressão de muitos investidores que se têm mostrado preocupados com o resultado das eleições de outubro e a trajetória da política económica do país a partir de 2019.

Depois de o Supremo Tribunal Federal (STF) ter aberto caminho para a prisão o ex-Presidente e recandidato presidencial Luiz Inácio Lula da Silva, o mercado mostrou um ligeiro otimismo, mas o ex-presidente não é o único motivo de preocupação.

O pensamento económico de Joaquim Barbosa, antigo juiz do STF que muitos consideram um candidato forte na corrida à Presidência do Brasil está a causar dúvidas porque não há informações sobre as suas opções de política económica.

“Ninguém sabe quem vai estar na equipe económica de Joaquim Barbosa “, disse Luiz Eduardo Portella, sócio-gerente da Ativo Modal.

“Como ele é competitivo, isso é assustador”, concluiu o analista.

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