O Movimento da Sociedade Civil para a Paz e Desenvolvimento manifestou “estranheza” e “discordância” com o decreto do Presidente guineense que demitiu o Governo liderado por Aristides Gomes, considerando que atenta contra os compromissos assumidos com a comunidade internacional.

Num comunicado, a que Lusa teve hoje acesso, o Movimento da Sociedade Civil para a Paz e Desenvolvimento apela ao respeito pela Constituição e leis da Guiné-Bissau, “bem como com os compromissos internacionais assumidos no âmbito da gestão e monitorização dos conflitos e da situação de instabilidade na Guiné-Bissau”.

O Movimento da Sociedade Civil pede aos atores políticos guineenses para elegerem o “diálogo” e exige a realização de eleições presidenciais a 24 de novembro, como previsto.

No documento, aquela organização apela aos militares para se manterem afastados dos assuntos políticos e à comunidade internacional para continuar a dar apoio às autoridades e a monitorizar o processo eleitoral.

O Presidente guineense, José Mário Vaz, candidato às eleições presidenciais e cujo mandato terminou a 23 de junho, demitiu na segunda-feira o Governo liderado por Aristides Gomes e nomeou Faustino Imbali como primeiro-ministro da Guiné-Bissau.

A União Africana, a União Europeia, a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e as Nações Unidas já condenaram a decisão do Presidente, José Mário Vaz, e disseram que apenas reconhecem o Governo saído das eleições legislativas de 10 de março, e que continua em funções.

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