Por ter ultrapassado os 90 dias que a lei permite, quer por motivo de doença, quer pela permanência no exterior do país, o Grupo Parlamentar do MPLA sugere que Tchizé dos Santos suspenda provisoriamente o mandato, podendo retomar o seu assento logo que cessem as razões da ausência, refere uma carta a que o Jornal de Angola teve acesso.

Em resposta, a deputada disse que não vai suspender o seu mandato, justificando a ausência com a alegação de que se sente perseguida e ameaçada no país.

Numa mensagem divulgada nas redes sociais, a filha do ex-PR diz que está fora do país “involuntariamente”. Logo, conclui, não vai assinar uma carta a pedir uma suspensão. Tchizé dos Santos afirmou ainda que foi “encurralada para fora do país com ameaças e intimidações”. A deputada ameaça “contar tudo ao povo” caso tais ameaças e intimidações continuem: “os meus carrascos que tirem as máscaras e acabem de fazer o trabalho!” A sugestão para que Tchizé dos Santos suspenda o mandato saiu de uma reunião extraordinária da bancada do MPLA.

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