O escritor angolano José Eduardo Agualusa, que é um dos participantes do Festival Internacional de Literatura de Berlim, lamenta que 30 anos depois da queda do muro que dividiu a Alemanha, outros tenham ressurgido e novos estejam a aparecer.

José Eduardo Agualusa já revelou em vários momentos que um dos grandes objetivos da sua escrita é derrubar muros. 30 anos depois da queda do Muro de Berlim, que se assinala a 09 de novembro (1989/2019), o escritor angolano tem pena de que as democracias continuem em causa em várias partes do mundo.

“Infelizmente houve muros que ressurgiram, pensávamos que não. Mesmo a questão da democracia, eu próprio partilhei essa ingenuidade de pensar que as democracias são para sempre, são estáveis. Depois percebemos que não são. Hoje há toda uma série de aspirantes a construtores de muros, e há outros muros que estão a ser erguidos, por exemplo, nos Estados Unidos. Infelizmente, a queda do muro de Berlim, não foi o fim de todos os muros”, revelou o escritor, em entrevista à agência Lusa.

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