“Após várias consultas renuncio o APC e volto ao Partido Democrático Popular (PDP), informou Saraki, através das redes sociais, o que se considera como um duro golpe às aspirações do presidente nigeriano, Muhammadu Buhari, de renovar o seu mandato nas eleições do próximo ano.

Saraki, ex-governador e ex-membro do PDP, soma-se assim as mais três dezenas de legisladores de ambas as câmaras do congresso nigeriano, que em princípios deste mês abandonaram as fileiras do APC e formaram um partido com o mesmo nome, mas com a adição do vocábulo Reformado, aliado à uma coligação da oposição.

Horas após da renúncia massiva, a direcção do APC advertiu que “fracassaram as alianças eleitorais recém anunciadas para opor-se ao presidente Buhari, nas eleições programados para Fevereiro próximo”.

O partido assegura que Buhari conta com apoio maioritário em 25 dos 36 Estados que compreendem o país, mais populoso de África com quase 182 milhões de habitantes, e sétimo no mundo.

Como despedida, os deputados desertores emitiram um comunicado no qual qualificam de “desastrosa” a gestão de Buhari, que tem sido objecto de fortes críticas por incumprimento das suas promessas eleitorais de liquidar o grupo armado Boko Haram, de inspiração islâmica, intrincheirado no noroeste do país e enfrentar à corrupção administrativa.

Por outro lado, o presidente, de 75 anos, cuja saúde é objecto de especulação, é culpabilizado pela sua incapacidade de acabar o conflito entre pastores fulani e criadores sedentários no Estado central de Benue, causador de centenas de mortos.

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