“No ano de 2019, o país atingiu um total de 34.900 visitantes, valor que demonstra claramente a dinâmica da atividade turística”, disse a ministra do Turismo, Cultura, Comércio e Indústria, Graça Lavres.

A governante sublinhou que o turismo “tem vindo a crescer de forma gradual nos últimos anos”, facto que tem merecido a atenção do Governo pela “importância e o contributo deste setor na economia do país, na melhoria da qualidade da oferta turística e no domínio da promoção do destino”.

Portugal, Angola, França e Alemanha estão no topo da lista dos países com mais turistas a visitar São Tomé e Príncipe.

De acordo com a ministra do Turismo, os operadores turísticos “estão engajados para fazerem deste setor o motor da economia nacional”, apelando para uma maior aposta na qualidade dos serviços.

O presidente da Associação do Turismo, Amilton Cruz, afirmou, por seu turno, que se tem verificado “nos últimos cinco anos um aumento exponencial de turistas”.

“Nós tínhamos cerca de oito mil turistas por ano, hoje temos quase 35 mil. Isso significa um bom crescimento, que representa uma fatia importante para a economia do país”, referiu o dirigente aos jornalistas.

Amilton Cruz lamentou que, apesar do crescimento, “São Tomé e Príncipe continue a ser um destino turístico muito caro, o que dificulta o aumento do fluxo de turistas ao país”.

Existem cinco voos de ligação semanal do país com a Europa, cujas tarifas, por vezes, ultrapassam os 1.200 euros por pessoa para cerca de seis horas de voo. Há também outras três rotas com África, sendo duas a partir de Angola e outra através da Guiné Equatorial, cujos preços oscilam entre 300 e 340 dólares.

Estes dados foram avançados num ateliê, em São Tomé, de apresentação dos resultados do turismo de 2019 e elaborados em parceria com o apoio do Instituto Nacional de Estatística e Serviço Nacional de Migração e Fronteiras.

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