Os dados foram transmitidos hoje pela ministra da Cultura, na primeira reunião da Comissão Multissetorial para o Acompanhamento e Implementação da Política Nacional do Livro e da Leitura em Angola, Carolina Cerqueira, a que também preside.

De acordo com a ministra, a Política Nacional de Leitura, cuja proposta e implementação consta dos objetivos da Comissão até 2022, visa a “mobilização de recursos e articulação de esforços do executivo e da sociedade civil”.

O objetivo é, explicou, “estabelecer prioridades e desenvolver programas que favoreçam a expansão do livro e da leitura e estruturar o mercado editorial e livreiro e fomentar as atividades comerciais e industriais relacionadas como o livro”.

A Comissão Multissetorial criada por Despacho Presidencial 123/18 de 11 de setembro tem entre outras atribuições, “estimular a circulação nacional do livro, avaliar e propor medidas visando o crescimento da indústria livreira” e “estimular o uso da capacidade gráfica nacional”.

Para a também ministra da Cultura, nos termos do Decreto sobre a Política Nacional do Livro e da Leitura, o livro deve ser “um bem a todos acessíveis” e deve “constituir um vetor fundamental na luta contra o analfabetismo e na produção do conhecimento”.

“Deve ser estimulado o desenvolvimento da atividade editorial, bem como, o fortalecimento do sistema grossista do livro, na modernização das livrarias, o surgimento de livrarias nos municípios e bairros, a produção de edições populares”, indicou.
E entre as atividades desenvolvidas no âmbito da promoção da leitura em Angola, a governante deu a conhecer que constam, entre outras, a realização anual de um “Jardim do Livro Infantil”, a existência de 29 bibliotecas públicas com salas de leitura.
A realização de cursos de capacitação profissional em biblioteconomia e a implementação de medidas que possibilitem o aumento do número de usuários das bibliotecas públicas constam igualmente das ações desenvolvidas.
Por sua vez, a ministra do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação de Angola, Maria do Rosário Sambo, membro da Comissão, falou, em declarações aos jornalistas, destacou o contributo do seu setor para promoção da política da expansão do livro e da leitura e referiu que estão a ser analisados os passos que já foram dados nesse sentido.
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