O Presidente da República de Angola, João Lourenço, afirmou hoje que “nunca ao longo dos anos” o executivo dedicou “tanta sensibilidade e atenção às vítimas da seca” ou outras calamidades naturais como durante o seu mandato.

As declarações do Presidente angolano, que discursava na Assembleia Nacional, suscitaram burburinho nas bancadas parlamentares, com os deputados da maioria (MPLA) a aplaudirem João Lourenço e a oposição a manifestar o seu desagrado de forma audível, ao que o chefe de Estado respondeu: “Vou apresentar os números”.

O chefe do executivo angolano salientou que foi dispensada “uma atenção especial ao fenómeno da seca no sul de Angola”, nas províncias do Cunene, Huíla, Namibe e Cuando Cubango, onde se estima que 1.340.781 habitantes estejam a ser afetados pela falta de água.

O Presidente da República salientou que este é um fenómeno cíclico que acontece “praticamente todos os anos”, entre maio e outubro, e acrescentou que visitou em maio as populações afetadas “para se inteirar pessoalmente do sofrimento”, tendo aprovado na altura um programa de assistência de emergência no valor de cerca de 20 mil milhões de kwanzas (cerca de 44 milhões de euros).

Lembrando que, desde 2014, “o executivo não construía nem reabilitava os pequenos sistemas de captação de água na província do Cunene”, João Lourenço adiantou que foram reabilitados 114 pontos de água nesta província, além de 54 novos pontos de água na província da Huila e 43 no Namibe, nos últimos quatro meses.

Adiantou ainda que foram identificados um conjunto de projetos estruturantes para responderem mais eficazmente aos efeitos da seca no Cunene, estando prevista a construção de seis grandes barragens em quatro anos.

João Lourenço realçou ainda “a solidariedade dos empresários, das igrejas, das organizações não-governamentais nacionais e estrangeiras, das Forças Armadas Angolanas, da Polícia Nacional e outros que se juntaram à campanha de solidariedade” para “minimizar o sofrimento das populações vítimas da seca”.

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