Segundo avança a nota da Kulungwana, o projecto Kurika “O Passado e o Futuro” é uma homenagem a Manuel e João Machado da Graça, editores das primeiras duas séries da conhecida revista de banda desenhada “Kurika” e pretende resgatar a Banda Desenhada, uma modalidade artística que outrora já teve um grande sucesso em Moçambique.

O projecto é composto por duas partes, acrescenta a nota, uma primeira que retrata o “Kurika Passado” e outra que abre caminho para o “Kurika Futuro”.

“A exposição virtual denominada ‘KURIKA|PASSADO’, onde serão mostradas as duas séries anteriores da revista ‘Kurika’ abre nas redes sociais no dia 4 de Junho.

A história da revista Kurika (nome de um leão existente no Jardim Zoológico de Maputo), de Banda Desenhada para jovens, mistura-se com a história de Moçambique e tem início em 1952, ainda na colonial Lourenço Marques, sendo Manuel Machado da Graça, farmacêutico, o director”.

A nota da Kulungwana lembra que a revista tinha formato tabloide, normalmente a duas cores, incluindo essencialmente os heróis americanos como O Fantasma, Tim Tiler ou Roy Rogers. “O seu sucesso não foi além da publicação nº 9.
Vinte anos mais tarde, o seu filho João Machado da Graça seguia os interesses do pai. Grande fã e coleccionador de BD, o jornalista foi também editor e autor de várias obras de Banda Desenhada, tanto em Portugal (um dos fundadores da Revista Visão nos anos 70), como em Moçambique”.

A Kulungwana lançou a 18 de Maio uma chamada a propostas de banda desenhada, intitulada “Projecto Kurika|Futuro”.

Os artistas interessados em participarem deste concurso, para serem avaliados por um júri, tinham que apresentar duas páginas, formato A4, em suporte digital, a duas cores e com a definição de 300px|cm. O tema era: O Futuro.

Os trabalhos dos artistas que concorreram vão estar agora patentes numa exposição virtual a ser inaugurada a 9. Os três (3) melhores trabalhos, distinguidos pelo júri, seleccionado pela Kulungwana, a serem premiados  serão anunciados no dia 9.

O link da mostra será partilhado através das redes da Associação Kulungwana.

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