O Governo moçambicano decidiu decretar sete dias de luto nacional na sequência da morte de Marcelino dos Santos, um dos fundadores da Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo), anunciou hoje o executivo.

“A observância do luto nacional de sete dias [será feita] a partir da 00:00 do dia 13 de fevereiro de 2020”, disse Filimão Suazi, porta-voz do Conselho de Ministros, em conferência de imprensa.

O Governo decidiu ainda realizar um funeral de Estado ao “Herói da República de Moçambique” em 19 de fevereiro, antecedido de velório no dia anterior.

Marcelino dos Santos morreu na terça-feira, aos 90 anos, na sua casa, em Maputo, vítima de uma paragem cardíaca, anunciou o seu médico pessoal.

Natural de Lumbo, junto à Ilha de Moçambique, na província de Nampula (Norte do país), fez parte com Samora Machel e Uria Simango do “triunvirato” que chefiou a Frelimo após a crise aberta com o assassínio de Eduardo Mondlane, em 1969.

Após a independência, Marcelino dos Santos exerceu, entre outros cargos, o de presidente da Assembleia da República de Moçambique, entre 1986 e 1994, último lugar institucional que ocupou, apesar de ter continuado na vida política.

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