“Se fosse um primeiro-ministro, um ministro do exterior ou dos assuntos humanitários, o Fundo Central de Resposta a Emergências (CERF, em inglês) seria uma prioridade no meu programa de assistência humanitária”, afirmou o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres.

A intervenção do diplomata português abriu uma conferência de doadores para este fundo criado em 2005 e que a ONU utiliza para responder de uma forma mais imediata a catástrofes humanitárias.

António Guterres destacou que nos últimos meses o CERF ajudou pessoas de 44 países, do Iémen à Colômbia.

O fundo, recordou, serviu, entre outras iniciativas, para ajudar rapidamente os afetados pelo ciclone Idai em Moçambique, Malaui e Zimbabué, para prevenir a fome no Corno de África e combater o surto de ébola na República Democrática do Congo.

“O ritmo de crises foi implacável em 2019”, sublinhou o secretário-geral da ONU, que apontou que a crise climática está a causar furacões, ciclones e secas de uma forma mais habitual.

O CERF, defendeu, é o “único fundo de emergência global suficientemente rápido, previsível e flexível para alcançar dezenas de milhões de pessoas cada ano”.

Por isso, Guterres exortou os doadores a alcançar o objetivo dos mil milhões de dólares anuais, fixado há três anos pela Assembleia Geral das Nações Unidas.

“É a nossa mensagem de esperança e solidariedade global para com as pessoas afetadas pela crise”, insistiu.

Desde a sua criação, o CERF destinou mais de 6.000 milhões de dólares a situações de emergência, num total de 104 países.

Em 2019, as maiores contribuições para o fundo foram da Alemanha (mais de 105 milhões de dólares), Suécia (82,3 milhões) e Países Baixos (61 milhões).

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