A Organização das Nações Unidas (ONU) antecipa que Angola ainda continue em recessão este ano, com um crescimento negativo de 1%, e comece a crescer em 2021, com uma expansão de 1,5%, segundo um relatório divulgado esta quarta-feira.

De acordo com o relatório sobre a Situação Económica Mundial e Perspetivas, lançado esta quarta-feira em Nova Iorque, a ONU estima que a economia angolana enfrente o quinto ano consecutivo de recessão económica, regressando depois ao crescimento económico, vendo a economia expandir-se 1,5%.

“A situação económica na África Austral deteriorou-se em 2019, com várias economias em estagnação ou recessão num contexto de baixo investimento, faltas de energia, elevado desemprego e clima catastrófico“, lê-se no documento, que dá conta que estas economias do sul de África devem ter crescido 0,3% em 2019 e deverão acelerar para 0,9% este ano e 1,9% em 2021.

Segundo o relatório, o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) per capita “deverá manter-se em território negativo este ano” nesta região. Em Angola, a maior economia da região depois da África do Sul, “a recessão deverá continuar este ano num contexto de contínua queda da produção e dificuldades na atração de investimentos estrangeiros”, frisa o documento.

Assim, continua a ONU, “em Angola o crescimento do PIB deverá entrar em terreno positivo apenas em 2021, mas em termos per capita [divisão do crescimento da economia pelo crescimento da população] o país deverá continuar a contrair-se pelo sétimo ano consecutivo”.

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