Em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) pela Pharol (antiga Portugal Telecom), acionista da Oi, a empresa dá conta das suas prioridades para o futuro próximo, adiantando que tem em curso um projeto de desinvestimento em vários ativos, nomeadamente na Unitel, na qual detém uma participação de 25%, através da PT Ventures.

A Oi não divulga estimativas para este negócio em concreto, mas, em conjunto com a alienação de outros ativos, incluindo um ‘data center’, torres, imobiliário e outros, a empresa conta arrecadar entre 6,5 mil milhões de reais e 7,5 mil milhões de reais (1,5 mil milhões de euros e 1,7 mil milhões de euros, respetivamente, ao câmbio atual).

Em Fevereiro deste ano, a Justiça decidiu que os outros acionistas da angolana Unitel paguem à brasileira Oi 666 milhões de dólares (585 milhões de euros) por quebra dos seus direitos de acionista, acrescidos de juros. A operadora contará também com os valores resultantes deste processo para os proveitos dos desinvestimentos.

O Tribunal Arbitral reafirmou os “direitos da PT Ventures como acionista detentora de 25% do capital da Unitel”, empresa igualmente detida (em 25%)  pela empresária angolana Isabel dos Santos (filha do antigo Presidente de Angola, José Eduardo dos Santos), incluindo “o de nomear a maioria dos membros do conselho de administração da Unitel e o direito a receber dividendos passados e futuros da Unitel”.

A Oi detalhou ainda hoje que, até 2021, conta com uma redução de custos da ordem dos mil milhões de reais (236,8 milhões de euros) “acima e além dos esforços existentes de redução de custos”, de acordo com o mesmo comunicado.

A empresa dá ainda conta de “oportunidades sustentáveis de redução de custos identificadas” e de um EBITDA estimado a crescer “significativamente entre 2019 e 2021”.

No passado dia 3 de Abril, foi homologado o acordo entre a Pharol e a Oi, que põe fim aos “litígios” entre as duas empresas, segundo um comunicado enviado à CMVM.

“A Pharol […] vem informar o mercado de que a Homologação do Instrumento do Acordo celebrado em 8 de Janeiro de 2019 entre a Bratel S.à.r.l. (“Bratel”) e Pharol (acionista indireto da Oi) e a Oi, (em conjunto, “Partes”), se tornou eficaz, por ter já decorrido o prazo de 15 dias úteis a partir da publicação da decisão judicial que a deferiu”, lê-se no comunicado.

Publicidade