Em comunicado, a que a Lusa teve acesso, o Madem, que detêm 27 dos 102 assentos no parlamento guineense, diz que vai pedir esclarecimentos, com caráter de urgência, no hemiciclo, ao primeiro-ministro que acusa de ser contraditório entre o que anuncia e a sua pratica em relação à gestão do erário público.

O Madem não tem dúvidas em como a contratação de 13 conselheiros e sete assessores para o gabinete de Aristides Gomes terá “um impacto extremamente pernicioso sobre o Orçamento Geral do Estado, resultará num aumento do défice público e ainda no agudizar na crise económica que assola o país”.

Para o partido liderado por Braima Camará, as nomeações feitas pelo primeiro-ministro são “irracionais, abusivas e provocatórias” por ocorrerem numa altura em que o Governo “não consegue pagar salários atempadamente” aos funcionários públicos, diz ainda o comunicado.

O Madem considera ainda as nomeações de “esbanjamento do erário público” por parte do primeiro-ministro o que é visto por aquele partido como prova de que o PAIGC (Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde), vencedor das últimas eleições legislativas, é incapaz de promover as reformas de que o país precisa.

O primeiro-ministro disse, na segunda-feira, que as nomeações de colaboradores para o seu gabinete não irão ficar pelas 20 pessoas nomeadas e que a maioria não trará mais encargos ao Estado, por serem, disse, funcionários públicos já vinculados aos serviços públicos.

Entre os colaboradores nomeados está Domingos Simões Pereira, líder do PAIGC, cujo nome para primeiro-ministro fora vetado pelo Presidente.

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